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PATENTES



A pesquisa que vai ao mercado


     FAPESP cria Nuplitec para apoiar
     inventos  e licenciamentos


CLÁUDIA IZIQUE

A FAPESP está implantando o Núcleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec) para a proteção da propriedade intelectual dos inventos resultantes de projetos por ela financiados e, sobretudo, para o seu respectivo licenciamento. “A patente é a forma mais definitiva de proteção da propriedade intelectual, mas, em si, ela é um item de despesa. O que importa é o licenciamento e o direito de uso”, enfatiza José Fernando Perez, diretor científico da Fundação. 
O Nuplitec vai conferir ao patenteamento o caráter de um negócio, buscando ativamente o mercado para o invento. “A patente e o licenciamento serão processos simultâneos”, explica Perez. O Núcleo será mobilizado tão logo o pesquisador e o assessor da Fundação responsável pelo acompanhamento do projeto considerem que o invento é original e tem potencial de mercado. A Fapesp distribuirá aos pesquisadores um roteiro de avaliação do projeto, com o objetivo de apoiar a decisão dos interessados de patentear um invento. 

O questionário inclui perguntas relativas à 

viabilidade técnica, maturidade do projeto, potencial de mercado, necessidade de protótipo, custos e controle do uso da patente (ver box).
Para confirmar a originalidade de seu projeto, os pesquisadores poderão consultar o Derwent, do Institut for Scientific Information, (dii.derwent.com) um dos maiores bancos de patentes do mundo, disponível desde dezembro para as universidades e instituições de pesquisas paulistas. Esse banco de dados também estará acessível às empresas que participam dos programas Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE) e Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). As informações sobre patentes já registradas podem ainda ser obtidas no banco de dados do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO), da IBM ou nos arquivos do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que reúnem mais de 20 milhões de documentos sobre patentes concedidas desde 1920, ainda não disponíveis em meio eletrônico.
Os quesitos originalidade e potencial de mercado serão confirmados pela Coordenação de Tecnologia, responsável pelo gerenciamento do Nuplitec, e assessores ad hoc. “Se os pareceres forem favoráveis, o Núcleo auxiliará os inventores a redigir o relatório e fará o depósito de patente no Brasil, por meio do INPI e/ou uma patente provisória no exterior, para assegurar o registro”, diz Edgar Dutra Zanotto, coordenador-adjunto da diretoria científica da Fundação. A FAPESP está formalizando convênio com o INPI para facilitar o registro de patentes. 
 

• MAIO DE 2000 • PESQUISA FAPESP Nº 53
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